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Somos uma barca dentro de um rio

Gosto de entender a vida dos seres humanos como sendo uma barquinha dentro de um rio, com duas grandes opções. A primeira é ficarmos ancorados dentro do rio e a segunda é simplesmente não ter âncora. No primeiro dos casos, ficarmos ancorados, é uma opção muito visível e entende-se perfeitamente. É aquela que tem a ver com querer ver sempre as nossas queridas paisagens à volta: as árvores tão bonitas da margem; as montanhas que nos viram crescer; ver outras barquinhas também ancoradas à nossa volta… É uma opção que gera um certo conforto e “segurança” de saber como é que as coisas são e sempre foram. Porém, se estamos ancorados num rio, provavelmente a corrente do rio, sempre em movimento, vai gerar uma sensação interna de esforço e resistência à corrente. E se a corrente for muito intensa, objetos que traz o rio, poderão bater contra nós de forma violenta, já que ancorados não teremos grande capacidade de manobrar.

A outra grande opção é não termos âncora e sermos bons navegantes dentro do rio. Esta opção envolverá conhecer novas paisagens, conhecer novas barquinhas com outras formas de navegar, e inclusive desfrutar da viagem navegando a maior parte do tempo com outras barquinhas com as quais estamos a explorar o rio. Se calhar, algumas destas barquinhas estão a maior parte da viagem connosco. Se calhar haverá alguma que num determinado momento muda de rumo. E de certeza que sempre estarão a aparecer novas barquinhas que nos irão acompanhar em parte desta viagem. Esta opção tem a desvantagem de que se não tivermos mesmo espírito aventureiro, provavelmente vamos ter sempre uma sensação interna de estado de alerta.

Quando fecho os olhos e faço de conta que eu sou a barquinha, tenho muito claro que se estiver que escolher, provavelmente eu escolheria com o coração a segunda. Porém, o mesmo coração me diz que existe o caminho do meio. Uma opção na qual vamos navegando pelo rio, conhecendo a sua riqueza e diversidade, mas em simultâneo, levamos uma âncora, porque se calhar de vez em quando vamos querer parar, para simplesmente entrar em contacto com as profundezas do rio que normalmente não vemos, para poder com calma decidir se queremos ir na mesma direção, para poder aprender e assimilar as experiências da viagem ou simplesmente para descansar. E esta terceira opção sempre tem a vantagem de que podemos visitar paisagens anteriores, se tivermos saudades, e levar as novidades.

 

Mário Madrigal

 

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